O Grande Kodo

•12/04/2007 • 1 Comentário

Música bem feitinha e divertida, o cara não canta muito bem mas passa a idéia. Mas… porque kodos?

Peguei 70 na troll, e é onde o problema começa. Grupo? Nem pensar, todos acham que Shaman só presta pra curar. Só mandam mensagem perguntando “spec?” e quando eu respondo “enhance” o fulano nem fala mais nada.

Definindo: spec é a especialização do seu personagem. No caso, Shaman tem basicamente três: Elemental, Restoration e Enhancement. Elemental é baseado em combate mágico, Restoration em suporte e Enhancement em combate físico. Até pouco tempo atrás, shamans enhancement eram bem problemáticos em situações PvE por uma série de aspectos, mas hoje em dia são maravilhosos e ninguém percebe isso. No final das contas, virou personagem pro PvP e eu comecei uma nova personagem, mais condizente com as necessidades do clã e do servidor: uma warrior.

Sim, enquanto em todos os servidores falta healer, no meu falta tanker!  Minha querida Malhada já está nível 29 e tem equipamentos super fortes doados por todos do clã que sentem muita falta de um tanker; vai passar um tempo no PvP pra pegar mais equipamentos porque, convenhamos, Warrior com equipamento ruim é a pior coisa do mundo. É divertido jogar com uma vaca, tô curtindo bastante, ela é super fofa e vou comprar um kodo super bonitinho pra ela.

Estamos recebendo um leve reforço de contingente, mas é um reforço muito bem vindo e de pessoas muito amadas que concordaram que, se não gostarem de alguém ali, que levem o desaforo pra longe ou se resolvam, mas que usem o clã pra se divertir e não pra criar intriga. Se no Fórum Camelot a minha idéia consegue ser executada, por que não vou conseguir no meu clã?

Mudamos bastante, e pra melhor.

Reze pra papai do céu jogando!

•31/03/2007 • 3 Comentários

Achei do balacobaco esses jogos, e você?

Link fornecido por Eru, o Ilúvatar no Fórum Camelot. Visitem que vale a pena, é bem legal; sou moderadora da área de games por lá.

Aliás, ding! Nível 68, mal comecei Nagrand. Devo pegar 69 ainda hoje, tudo em dungeon.

Ding! e A Saga dos Mimimizers

•27/03/2007 • 29 Comentários

Minha shamanzinha!Peguei nível 67 ontem com a Shaman no World of Warcraft. Fiz tanta dungeon com essa personagem que as quests estão atrasadíssimas, nem terminei a área nível 63-64 (Terokkar Forest) e já peguei nível 67. A boa notícia é que as quests ficam mais fáceis e rápidas de se fazer, e quando eu atingir o 70 as que sobrarem vão render uma graninha legal. Fora o rested, tenho descanço de uns dois níveis ainda de tão pouco que estou conseguindo jogar.

Algo que me intriga é a saída do Damien do clã. Completamente do nada, ele cria outro clã e posta no nosso fórum a saída dele, da maneira mais escrota possível. O que me leva a mais uma divagação sobre MMOs: será possível evitar mimimi? Definindo, segundo a Wikipedia:

“Diz-se que, se alguém reclama demais, ou protesta sem motivos, ele está de “mimimi”. Este também é o nome dado às discussões infindada em si. Teoricamente é a versão dos “QQ posts” norte-americanos; dessa forma, os “Mimimizeiros” seriam a nossa versão dos “Forum Trolls”.”

Mimimi!Quando eu jogava Ragnarok Online, um fenômeno peculiar era o fato do famoso mimimi com o passar do tempo se tornar parte do gameplay. Guerras entre clãs incitam essa prática, pois sempre tem um que “trai” o clã porque saiu dele, outro que catou a namorada do chefe de outro clã, líder que rouba tesouro etc. Basicamente, pessoas com personalidade ainda em formação que não sabem no que se apoiar e julgam que arranjar briga é ser famoso, e ser famoso é ser legal. Ser legal e famoso é o que todos querem, então fóruns de discussão de MMORPGs sempre possuem uma área para mimimis onde os desaforos sem motivo correm soltos.

Quando o clã Forty Two foi criado, eu escrevi para nós um Código de Honra, que delimita a única regra do clã: não fazer mimimi.

“Agora, o que rola: respeito. Pense como se fosse uma sala de aula: você não é amigo de todo mundo e tem alguns que são mais chegados seu, mas você respeita todos e divide espaço com os mesmos sem se importar. Você pode trabalhar junto de pessoas mais chatas para tirar um proveito em comum, pode se divertir com ela, ou pode nem falar nada. Mas, acima de tudo: você respeita o que esta pessoa é, como ela pensa e, se não te agrada, deixa ela lá. Sem ofensas, sem mimimi. Eu não tenho problema algum em fazer instances com caras com quem eu não vou com a cara, desde que eu saiba os limites de respeito. Qualquer pessoa poderá entrar, mas quem começar o mimimi tá fora. Junto do respeito está como grande preceito a diversão, e estamos aqui pra nos divertir. Em Ragnarok Online ser neurótico e mimimizento faz parte do gameplay, aqui o papo é outro e todos terão de se conformar com isso. Somos noobs? Pra caralho! Mas somos maiores como pessoas e iremos mostrar isso a todo mundo.”

Agora, me diz… por que, sabendo disso, o cara chega e diz “ai, tô incomodado, tô vazando porque tem gente aqui dentro que não me agrada”. Primeiro que não ajuda a resolver o problema, só foge dele. Segundo que nem diz qual o problema é. O resultado é um tópico onde ele conseguiu o único e exclusivo objetivo de chamar a atenção. Gostamos da presença dele no clã e nos sentimos mal com a saída, mas por acaso ele deu importância a isso? Não, a necessidade de chamar a atenção e causar polêmica foi maior.

Não consigo entender qual o problema em se divertir. Todo mundo gosta de levar tudo extremamente a sério. Pior, com a facilidade de apertar delete em qualquer contato que você tem, criou-se o péssimo hábito de, se você não consegue resolver um problema, apaga a pessoa do seu MSN/Orkut/Clã e variantes. Triste saber que personalidades etão sendo moldadas dessa maneira; fico imaginando pessoas desse tipo pedindo demissão porque a pessoa do cubículo ao lado roubou uma bala e chamou de nub. Ah, claro: vão ficar desempregadas e sem logar no MSN, mas vão rezar que alguém apareça pra dar atenção. Sinceramente, eu tenho mais o que fazer. Eu não gosto de ficar dando atenção a esse tipo de coisa, mas talvez pelo fato de eu jogar MMOs a situação sempre volta.

Tiveram umas pessoas que deixaram o clã por que queriam um server mais “hardcore”. Só porque no nosso server não somos gankeados 24/7 acham que o server não tem graça, vai entender. Mas isso eu até entendo, nosso clã é feito de pessoas com vida real pra cuidar, infelizmente não podemos dar atenção às necessidades dos no lifes. Enfim, acho que vou me preocupar mais em pegar nível 70 logo e começar a maratona PvP pelos equipamentos de Arena. O objetivo do clã Forty Two é ser um bom ambiente pra iniciantes e jogadores casuais, acredito que conseguimos manter isso e já fico feliz.

Need for Lámen Underground

•27/03/2007 • 7 Comentários

Miojo, o alimento da galera

Comprei nesse fim de semana oito pacotes de miojo por cinco reais. Sim, cinco reais que me renderam oito refeições prontas em apenas cinco minutos, contando o tempo da fervura. Alimento completamente indispensável na dieta de universitários, solteiros e apressados, a variedade brasileira pode não ser das melhores mas os internacionais tem gosto de comida de verdade.

Acabei de comer um, de Galinha Caipira como o da foto. Não me sinto completamente satisfeita, mas pra uma refeição que me custou menos que um real é mais que o suficiente. Agora, o que eu me pergunto: por que o miojo não resolveu o problema da fome mundial? Sai muito mais caro que um real cozinhar qualquer outro tipo de alimento, fora que dá muito mais trabalho. Por que o programa Fome Zero não dissemina o conhecimento milenar do lámen? Miojo pode até ser mais gostoso que um bandeijão de facul, se você souber como tuná-lo.

Miojo Tuning

Miojo com molho: Faz o miojo, escorre a água, joga um pouco de molho de tomate, pimenta e só um pouquinho do tempeiro do pacote.

Miojo com Requeijão: Faz o miojo, escorre a água, joga requeijão, um pouco do tempeiro que vem junto, e se tiver um pouco de lata de seleta de legumes.

Miojo ao alho e óleo: Faz o miojo e tira a água, põe num prato. Na panela, põe óleo ou azeite, esquenta um pouco e frita um ou dois dentes de álho picados. Depois de frito, joga o miojo, mexe e põe salsinha picada. Pimenta também cai bem.

Miojo com Missô: Faz o miojo, coloca 2 colheres de sopa de missô, meio pacote de Hondashi e cebolinha desidratada ou fresca picada.

Miojo com Shoyu: Faz o miojo, coloca 2 ou 3 colheres de Shoyu, um pouquinho de Hondashi e Wakamê. Se você curtir, pode colocar também 1 colher de sopa de saquê mirim.

Miojovo:  Faz o miojo, joga o tempero. Bate um ovo num pote separado e joga dentro do miojo. Mexe até você ver que o ovo deu uma cozida.

Se passar fome depois dessa, é porque é muito burro.

Rogério Águas e seu Lado Obscuro da Lua

•26/03/2007 • 1 Comentário

Rogério Águas no show

Há, olha o olhar safadinho dele depois de beber um vinho de 15 mil reais! 

Sim, eu fui. O velho rouco pode estar totalmente acabado, mas a produção está em sua melhor forma. Banda impecável, onde os instrumentistas não deviam em nada aos originais do Pink Floyd, cantoras fantásticas que fizeram todo mundo do estádio – umas 45 mil pessoas – chorar durante The Great Gig in The Sky e cantar emocionados Perfect Sense e Mother. Mas a produção não pára por aí: foguinho, faísca, holofote pra tudo o que era canto, fumacinha… mas isso é o de menos. Quando eu cheguei no estádio e me sentei, reparei que tinha uma garrafa gigante de uísque no palco junto de um copo. Depois as luzes do palco se acenderam e a garrafa ficou luminada, pensei “nossa que foda, puseram uma garrafa gigante de vidro e um copo no palco”. Até que, do nada, vem uma mão gigante, pega a garrafa, põe uísque no copo e tira o copo do palco. Sim, tinha um telão lá, não era de verdade! Colocaram um telão curvo de alta definição que, de qualquer lugar do estádio que você olhasse, a imagem parecia real. Realmente pareceu sair coisas de lá, foi muito absurdo, experiência única mesmo. Fora o porco gigante inflável que invadiu o lugar durante a música Sheep, pichado com frases do tipo “Bush não estamos a venda” e “Hey Killers leave our kids alone”. Mas o melhor deixaram pro final: um prisma gigante no topo do palco, que soltava luz branca de um lado e um raio multicolorido do outro, igualzinho da capa do Dark Side of the Moon mas… real. Tudo colaborou, até o clima: o céu estava estrelado e com uma lua linda, fato raríssimo em São Paulo. Foi uma experiência que até agora eu penso “nossa, mas eu fui mesmo?”.

Posso ser tiete e entusiasta total do cara, chorei em boa parte do show etc mas o importante é: o espírito Pink Floyd está sendo prolongado por Roger Waters com primazia. Nada mais importa.

Nota: 40/42, afinal não era Pink Floyd.

À Longo Prazo

•23/03/2007 • 3 Comentários

Minha professora de História Social da Cultura mandou ler um livro chamado A Corrosão do Caráter, de Richard Sennett. Fui meio sem botar fé, mas o livro traz questões interessantes.

A cada dia nossos conceitos morais e familiares são postos à prova, pois não há mais a noção de “longo-prazo”. As relações trabalhistas estão cada vez mais ágeis e descompromissadas, os trabalhadores são considerados como a mais volúvel massa de manobra, carreiras passam por dezenas de empresas e o medo de estar desempregado corrói nossas almas.

Depois de ler este livro, junto de alguns estudos de Nicholas Yee, psicólogo da Stanford University que possui muitos artigos publicados sobre a “Psicologia dos MMORPGs” (ver Daedalus Project), fica bem nítido por que o gênero do MMORPG virou uma moda inevitável e por que ouvimos com tanta freqüência o fatídico “mas eu não jogo 10 horas por dia por causa do jogo, eu nem gosto tanto do jogo assim; eu jogo pelas pessoas”. A noção tradicional de família e de relacionamentos está cada vez mais frágil. Digo isso por mim mesma, pois tenho um pai que passa uns cinco dias mensais em casa e o resto do mês na ponte aérea; e muitas vezes quando fica em casa ele passa a madrugada com notebook aberto, celular no viva voz e brigando com caras do mundo inteiro até de manhã. Já me mudei de casa mais de dez vezes e, se há 2 anos e pouco vivo em Campinas, é porque a universidade me forçou. A tendência é virar realidade pra todos: cada vez é mais difícil ver pessoas que passaram a infância e a adolescência toda no mesmo colégio, morando na mesma casa e tendo pai e mãe com emprego e horário fixos.

É aí que entram os MMORPGs, ou qualquer outro tipo de comunidade virtual. O site vai estar lá, não importa onde diabos você esteja. Com a falta de vínculos fixos e físicos, as pessoas encontram no mundo virtual segurança e estabilidade inexistentes na atual flexibilização do mundo. O resultado são diversos grupos, muitos beirando o fanatismo e incitando a xenofobia (vide Aliança versus Horda), de pessoas que em sua maioria vêm de famílias e trajetórias desestruturadas e que ali encontraram uma ideologia, um objetivo e uma fonte de glória e poder. Muitos clãs de muitos jogos usam o slogan “mais que um clã, uma família” justamente por isso, parece brincadeira mas o buraco é bem mais fundo. Já perdi muitas amizades por simplesmente deixar um clã, mas aí você pensa “mas não é só um joguinho?”. Como pode ser só um joguinho quando o tal joguinho se torna a única forma de segurança pessoal de uma pessoa?

Nos apoiamos nos nossos clãs, nos fóruns, na lista de MSN. Meios virtuais que se tornam reais e necessários; realmente a tecnologia nasceu para resolver problemas que antes não existiam.

Quarenta e Dois

•16/01/2007 • 3 Comentários

Eu não vou dizer a pergunta, se vira amigo.