Uma breve biografia
Janeiro de 2005. No auge dos meus 17 anos e depois de ter passado por um ano de cursinho, morto muitas vezes por manhãs de Warcraft III na lan house que ficava na frente do prédio (Scourge e Orcs!), prestei uma série de vestibulares numa época difícil de final de namoro. Foi um momento onde eu mandei pro inferno alguém que eu gostava muito pela minha evolução profissional, e entrei numa espécie de inferno próprio pela pressão vinda de todos os lados. A pior pressão sempre foi a que eu impus em mim mesma; sou extremamente perfeccionista, o que nem sempre é recomendável. Em Fevereiro os resultados dos vestibulares começaram a sair… não tinha passado em nada, e só faltava o resultado da Unicamp. Meus pais, putos comigo, mandaram eu ir caçar emprego. Não adianta: tendo só o 2o grau completo e inglês fluente não adianta nada procurar. Meus pais me chamaram de incompetente pra baixo por não conseguir encontrar nada.
Minha fuga foi enfiar a cabeça no Ragnarok. Entrei num clã famoso, a ANBU. Conheci muita gente e consegui o apoio que precisava para erguer a cabeça e tentar ver o que faria dali pra frente.
“Você terá outras oportunidades, não perca a esperança. Sempre temos novas oportunidades para seguir adiante. Eu mesmo, não estudei e acabei virando jornalista. Não precisa seguir meu exemplo, mas você tem talento, você vai conseguir algo melhor do que eu fácil.”
- Eric Araki
Pode parecer estúpido, mas aquela conversa com o Eric realmente ajudou, minha auto estima melhorou muito. Uma semana depois sai o resultado da Unicamp: sexto lugar da lista de espera. Algumas semanas depois já tinha conseguido casa, ganhado um computador próprio e jogada à sorte numa cidade desconhecida, morando com uma mina que eu nunca tinha visto na vida e convivendo diariamente numa universidade tão labirintosa que eu precisava de mapa para me guiar nos primeiros dias; até você se acostumar com o fato de que a Unicamp é redonda, demora. Fiz muitos amigos, vários deles moram no meu coração e nunca irei esquecê-los. No mundo virtual, eu acessava o Ragnarok de linha discada para poder participar ativamente do meu clã; eu era uma das maiores entusiastas do bRO. Dei até entrevista pra revista Época dizendo que eu queria pagar pelo serviço do bRO, que valia a pena pagar por algo que você usa sempre, que o serviço era bom e tudo o mais. Minha ferreira já matava mil, treinada por Eric e Daniel Thunder na arte de matar.
Maio de 2007. Renato me procura no MSN dizendo que a matéria sobre os MMORPGs e seus jogadores têm de sair esse mês. Não adianta mais adiar, terei que encarar a Level Up. Eu, uma das maiores defensoras e entusiastas outrora, agora irei cobrar providências quanto às milhares de reclamações dos jogadores com relação ao serviço deteriorado. Antigamente, tínhamos medo de GM; hoje, entramos em desespero por não encontrar nenhum online. Parei de jogar Ragnarok Online há uns 8 meses e tenho um ticket de denúncia de bot que até hoje não foi respondido nem automaticamente. O promissor bRO desapareceu, o “sonho realizado” hoje são cinzas. Hoje jogo World of Warcraft, lidero um clã de brasileiros no servidor Maiev e faço roleplay de vez em quando no Maelstrom, jogando como Shaman e Priest. E sou jornalista de games, assim como o Eric. Além da matéria e de estar entrevistando um cara neste momento, ainda serei assistente de som num sitcom durante o fim de semana e na quarta-feira gravarei um dueto de violas clássicas; ainda aguardo resposta de 2 propostas de site. Minha vida virou de ponta cabeça completamente em apenas dois anos, as minhas paixões e esperanças também. Parei pra pensar hoje, com o email do Júlio Vieitez na tela… me lembrei de quando a Level Up me telefonou pedindo que eu desse entrevista pra Época e pra Capricho, dois anos atrás. Como eu fiquei feliz de estar saindo numa revista! Até apareceu um fotógrafo e ficou horas em casa me fotografando abraçando o teclado do computador… Hoje, até foto minha de bikíni já saiu na revista porque não tenho mais nenhuma pra mandar. Eu tinha um ódio supremo de jornalistas porque a mina que me entrevistou inverteu tudo o que eu disse, e hoje eu sou a jornalista que picota informações. Com a diferença que eu tenho um mínimo de ética e honra!
Essa matéria promete. E quanto ao futuro… deve dar certo.

Dizem por aí que “se vc tentar, pode conseguir qualquer coisa”. Eu discordo. Acredito em aptidões, em talento. Para mim algumas pessoas nascem com determinados dons, dons que não podem se ensinados.
Deve ser por isso que acredito em vc, Luby. O sucesso vem pra quem merece, pra quem o busca. Vc tem a manha, o talento.
Pra gente que nem vc, o sucesso não é um sonho, é uma questão de tempo.
P.s.: foto de bikini? /e3
P.s2: malz kako
Tomara qas melhorias continuem nesse mesmo ritmo…ai quem sabe em uns 10 anos vc num vire … ditadora soberana do universo ? xD
Parabens e boa sorte =D
…mas pra uma biografia o texto ta ignorando uma BOA parte da sua vida (vide começo) =x
naum eh a toa ke ficoh taum putinha com AS VERDADES ke eu disse, com uns pais assim ke nem os seus ke trata os filhos assim eh melhor nem teh… a futuro usa MUITO estrangeirismos sim
spotlight, reviews, previews, gaming classic, retroview… alguns ke lembru de cabeça pra começah… te disem algo? pois eh… estrangeirismo descarado aih
agora se keh seh cega soh pq axa ke o eric araki (alias, eu gostava dele eh uma pena ke tenha saido) ke trabalhava lah antes salvou sua vida patetica sem amor dos pais, continue assim
eu digo as verdades, doa a kem doeh
e a verdade eh ke a futuro usa sim de MUITO estrangeirismo em suas revistas de games…
pq naum por prévia, análise, games classicos, etc…??? naum, eles prefere por tudo em ingles
HIPOCRITA AO EXTREMO!
@ Maverick Zero
Vamos lá:
1) A Futuro usa estrangeirismos sim. Mas dentro do necessário. Não fazem isso a cada frase. Acredito que seus exemplos não sejam exatamente válidos, ainda mais porque são coisas que se encontram em qualquer lugar onde o assunto são jogos.
2) Patética sem amor dos pais? Alguém tira conclusões precipitadas demais aqui (ou não sabe ler).
3) Salva pelo Eric Araki? Ele foi apenas mencionado como uma referência quanto à melhora da auto-estima da autora. Usar as palavras de um indivíduo do meio profissional como forma de melhora da auto-estima não é o mesmo que ter sua vida salva ou orientada pela pessoa. Pense antes de dissertar.
4) Voltando ao tema de estrangeirismos, ainda não entendi qual a ligação disso com a postagem. Seria seu comentário um hate post? Ops, fiz um estrangeirismo. Me processe.
5) Aliás, falando de estrangeirismos, meu caro Maverick, antes de repudiar os outros por inserir o inglês na linguagem, porque não aprende a usar o português de forma coerente? Você falhou até na concordância verbal, e quer condenar quem fala “review”? HA HA HA HA HA HA-HA.
6) Ainda sobre sua gramática: uma informação, seja no jornalismo, seja na publicidade, ou seja entre duas pessoas, NUNCA é o que se diz; mas sim o que o interlocutor entende.
Uma vez que seu comentário está praticamente grunhido, tamanha é a carência de português e a incoerência de idéias, infelizmente não posso acreditar que você tenha dito qualquer verdade, ou tão pouco dito algo que merece algum respeito.
7) 7 é um bom número. Então criei mais esse item. Goodbye, Maverick! Opa, outro estrangeirismo. Chame a polícia.
No mais… É, a reportagem da Época foi bem incoerente, nem me lembre. @_@
Ah, se reclamar da vida e de estrangeirismos faz bem pra você senhor Maverick, pode continuar. Mas procura um blog de psicanálise que eles se sentirão mais felizes em te ajudar com essa sua mania estranha de sentir prazer ao reclamar.
Nah, pra ele seria bom dar uma passada antes no http://etiquetaeboasmaneiras.blogspot.com/ . Quem sabe assim os posts dele ficam mais legíveis?
Fiquei surpresa com esse post e com as informações nele contidas. Acho que todos nós tínhamos muita fé no Ragnark de algum jeito, e… Com o tempo essa fé virou decepção. Creio que é assim com a grande maioria dos “mitos” que temos na vida. Mas as coisas boas e o saudosismo nunca vão nos deixar esquecer de nossos lindos bonequinhos 2D made in Rune-Midgard.